A Crença em Deus

setembro 18, 2011

Psicologia e neurociência em seis obras atuais

O que faz com que as mentes acreditem em uma dimensão espiritual e na figura de Deus(es)? Seis obras fundamentais, publicadas na última década, que discutem as raízes psicológicas e neurológicas da espiritualidade e religião.

1. Religião e espiritualidade como manifestações naturais do cérebro e da mente do ser humano
“Breaking the spell: Religion as a natural phenomenon”, de Daniel Dennett

2. Circuitos cerebrais “espirituais” e “pensantes”; os benefícios biológicos e psicológicos do pensamento espiritual e religioso
“Did man create God? Is your spiritual brain at peace with your thinking brain?” de David Comings

3. Prejuízos do pensamento espiritual e religioso na condução da vida
“Deus, um delírio”, de Richard Dawkins

4. Uma abordagem científica para o desenvolvimento da espiritualidade e religião na mente humana
“Why we believe in God(s): A concise guide to the science of faith”, de J. Anderson Thomson

5. A fragilidade da fé como sistema de pensamento para a condução da vida
“A morte da fé”, de Sam Harris

6. Consequências sociais e políticas do pensamento espiritual e religioso
“Deus não é grande: Como a religião envenena tudo”, de Christopher Hitchens

 

Pedro Calabrez Furtado. Professor e pesquisador do departamento de Ciências Humanas, da Graduação, e do Núcleo de Estudos em Ciências do Consumo da Pós-Graduação da ESPM. É sócio-diretor da NeuroVox, consultoria especializada em psicologia e neurociência aplicadas.

 

 

História das Religiões

setembro 18, 2011

1. O Nascimento do Homem Religioso: as Religiões da Pré-História e da Mesopotâmia

2. A Religião dos Egípcios, Hititas e Cananeus

3. A Religião dos Hebreus

4. As Religiões dos Gregos, Romanos, Celtas e Germanos

5. As Religiões do Extremo Oriente: China e Japão

6. Bramanismo e Hinduísmo: as Religiões da Índia

7. O Budismo: nascimento e difusão

8. Zaratustra e as Religiões Iranianas

9. Jesus Cristo e o Cristianismo

10. Maomé e o Islamismo

11. As Religiões da América Pré-Colonial

12. O Ateísmo e as Religiões da Pós-Modernidade

 

Dante Marcello C. Gallian. Doutor em História Social pela USP

Eu e Deus

setembro 18, 2011

A relação entre subjetividade e divindade na filosofia

DESCARTES. A ideia de infinito como chave da demonstração da existência de Deus.

PASCAL. A sensibilidade humana e a transcedência divina: Deus é objeto do coração.

KANT. Deus como ideia e postulado ético da razão.

BERGSON: Deus, o homem e o tempo: a participação humana no processo infinito da criação divina.

SARTRE: deus como horizonte dos projetos humanos. O homem é o desejo de ser Deus.

 

Estudiosos:

_Franklin Leopoldo e Silva (doutor Filosofia USP)

_Luis Matla Louceiro (doutorando Filosoia PUC-SP e membro do Nemes – Núcleo de Estudos de Mística e Santidade)

Natureza e graça

agosto 24, 2011

 (Folha de S. Paulo, 15/08/2011)

LUIZ FELIPE PONDÉ

Terrence Malick faz da espiritualidade a matéria prima de seu cinema, como fazia o russo Tarkovski

 

A vida é feita de escolhas. Uma das escolhas mais sérias na vida é o modo como vivemos a vida, se como graça ou como natureza. Essa questão é uma alternativa clássica na filosofia cristã, mais especificamente de Santo de Agostinho, morto no ano 430 d.C. Duas de suas obras, “Natureza e Graça” e “Confissões”, são essenciais para entendermos este problema.

O novo filme do misterioso cineasta americano Terrence Malick (que despreza o glamour da indústria do cinema e das festas da mídia) se abre com esta questão. “Árvore da Vida” foi o vencedor da palma de ouro de Cannes deste ano.

Malick é um cineasta que faz da espiritualidade a matéria-prima de seu cinema, como, por exemplo, o russo Tarkovski fazia.

Já em “Além da Linha Vermelha”, de 1998, com a espiritualidade na guerra, e “O Novo Mundo”, de 2005, com a espiritualidade do encontro com o “outro”, Malick faz da voz em “off” de seus personagens um apelo desesperado da espécie humana em busca do sentido de nossa aventura na Terra. Em Malick, cada agonia do indivíduo (cada “voz”) é arquetípica do humano.

Por favor, não entenda “espiritualidade” aqui como essas bobagens de sofás que você muda de lugar para melhorar a energia da sua casa ou uma palavra para você falar de suas manias com cristais ou expectativas reencarnacionistas.

“Espiritualidade” aqui significa a indagação essencial se a vida é fruto de uma força cega ou fruto de uma intenção bela, confrontada cotidianamente com o sofrimento inquestionável da vida.

Segundo a personagem feminina principal, a mãe dos três filhos (um deles, quando adulto, será Sean Penn) e esposa de Brad Pitt no filme, interpretada pela belíssima ruiva Jessica Chastain, há duas formas de viver: “The way of grace or the way of nature” (segundo a graça ou segundo a natureza). Podemos também traduzir “way” aqui por caminho, modo, forma ou maneira.

Esta é a chave para o entendimento mais profundo deste filme. Sem ela, você poderá ficar rodando em círculos ao redor do encontro, no enredo, entre a origem do universo e da vida na Terra (narrada em maravilhosas imagens cósmicas e paleontológicas) e a história da família que tem essa “mística” como mãe e que nos primeiros minutos recebe a notícia da morte de um de seus filhos na guerra do Vietnã (o “filho mais doce e generoso” dos três).

Eu, que sou uma pessoa essencialmente atormentada pela melancolia (como dizia semana passada ao comentar outra recente pérola do cinema, o filme “Melancolia” de Lars von Trier), considero esse conceito de “graça” do cristianismo uma das maiores criações da filosofia ocidental, além do conceito de Deus, claro. A graça sempre me encanta e, no cristianismo, ela é o “modo” de Deus criar as coisas.

Toda vez que o mundo (e nós nele) surpreende, saindo de sua constante miséria interesseira, vaidosa, traiçoeira, monotonamente previsível, eu sinto o cheiro da graça.

Tivesse eu que definir o modo como vivo, diria, entre a melancolia e a graça. Para mim, não há nada entre elas, só abismo.

Peço aos inteligentinhos que me poupem o blá-blá-blá do jardim da infância sobre as críticas ao cristianismo ou ao conceito de Deus. Proponho que hoje vão brincar no parque.

A graça é generosa, não pensa em si mesma, pode ser humilhada, ignorada, desprezada, mas ainda assim ela dá vida. A natureza só pensa em si mesma, submete todos a ela, é escrava de sua fisiologia, ao fim, vira pedra.

É mais ou menos assim que a mãe “mística” define a diferença entre viver segundo a graça ou segundo a natureza.

Se a vida é fruto da graça, ela é dádiva de beleza e de bondade, se ela é apenas natureza, ela é cega e sem sentido.

O adulto Sean Penn será o herdeiro agoniado desta questão: a vida é graça ou mera natureza? “Devo ser competitivo”, como o pai o ensinou a ser (a natureza), ou “generoso”, como a mãe lhe dizia (a graça)? A morte prematura do irmão será intransponível? Como amar a vida diante da morte? Seria ela a derrota da graça? A vitória da natureza cega?

Cada morte é como se fosse a primeira morte no mundo.

Informação

agosto 22, 2011

Subjetividade da Informação

Toda a informação é subjectiva e não pode evitá-lo. Subjectiva na sua origem, na sua transmissão e na sua recepção, porque existem tantos entendimentos como receptores.

El País, Madrid, 31 de Julho de 2004
In José Saramago nas Suas Palavras

Perdido na selva

A sobreabundância de informação pode fazer do cidadão um ser muito mais ignorante. Passo a explicar. Creio que as possibilidades tecnológicas para desenvolver a massificação da informação avançaram muito depressa. No entanto, o cidadão não dispõe de elementos nem da formação adequada para saber eleger e seleccionar, o que resulta em que ande perdido nessa selva. Precisamente, nesse desnível é onde se produz a instrumentalização em prejuízo do indivíduo, e, portanto, a desinformação.La Jornada, México D.F., 30 de Novembro de 2004
In José Saramago nas Suas Palavras

Os Sem i-Pad

agosto 22, 2011

São Paulo, segunda-feira, 22 de agosto de 2011

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LUIZ FELIPE PONDÉ

Os sem-iPad


A “culpa” do que ocorre em Londres não é do consumo. Muitos se acostumaram a ser tratados como bebês


Você sabia que agora existe em Londres o movimento dos sem-iPad? Coitadinhos deles. Quebram tudo porque a malvada sociedade do consumo os obriga a desejar iPads… No passado todo mundo era “obrigado” a desejar cavalos, tecidos de seda, especiarias, facas, tambores, ouro, mulheres…
Como ficam as pessoas que desejam, não têm, mas nem por isso saqueiam lojas, mas sim trabalham duro? Seriam estes uns idiotas por saberem que nem tudo que queremos podemos ter e que a vida sempre foi dura?
Esta questão é moral. Dizer que não é moral é não saber o que é moral, ou apenas oportunismo… moral. Resistir ao desejo é um problema de caráter. Um dos pecados do pensamento público hoje é não reconhecer o conceito de caráter.
Logo existirão os “sem-Ferrari”, os “sem-Blackberry”, os “sem-Prada” também? Que tal um “bolsa Blackberry”? Devemos criar um imposto para os “sem-Blackberry”?
Na Inglaterra, dizem, existem famílias que nunca trabalharam vivendo graças ao governo há gerações. É, tem gente que ainda não aprendeu que não existe almoço de graça.
Mas esse fenômeno de querer desculpar todo mundo da responsabilidade moral do que faz não é invenção de quem hoje justifica a violência em Londres clamando por justiça social na distribuição de iPads.
É conhecida a passagem na qual o “homem do subsolo” no livro “Memórias do Subsolo”, de Dostoiévski, abre suas confissões dizendo que é um homem amargo. Em seguida, alude à teoria comum de que ele assim o seria por sofrer do fígado. Logo, a culpa por ele ser amargo seria do fígado.
Ele recusa tal desculpa para sua personalidade insuportável e prefere assumir que é mesmo um homem mau. Eis um homem de caráter, coisa rara hoje em dia.
Agora, todo mundo gosta de “algum fígado” (a sociedade de consumo, o patriarcalismo, a Apple) que justifique suas misérias morais.
O profeta russo percebeu que as ciências preparavam uma série de teorias que tirariam a responsabilidade do homem pelos seus atos.
A moda pegou nos jantares inteligentes e hoje temos vários tipos de “teorias do fígado” para justificar nossas misérias morais.
Uma delas é a teoria de que somos construídos socialmente.
Dito de outra forma: O “sujeito é um constructo social”. Logo, quebro loja em Londres porque fui “construído” para enlouquecer se não tenho um iPad. Tadinho…
Tem gente por aí que tem verdadeiro orgasmo com essa bobagem.
Não resta dúvida de que há algo verdadeiro na ideia de que somos influenciados pelo meio em que vivemos.
Por exemplo, se você nasce numa favela, isso não vai passar “desapercebido” nos seus modos à mesa, no seu comportamento cotidiano e nas suas expectativas e possibilidades na vida.
Mas aí dizer que “o sujeito é um constructo social” é pura picaretagem intelectual. Ninguém consegue ou conseguirá provar isso nunca, mas quem precisa de “provas” quando o que está em jogo são as ciências humanas, que de “ciência” não têm nada.
Esse blábláblá não só exime o sujeito da responsabilidade moral, como abre a porta para todo tipo de “experimento” psicossocial, político ou justificativa moral, que, na realidade, serve pra qualquer um inventar todo tipo de conversa fiada em ciências humanas “práticas”.
Por que tanta gente adora essa teoria? Suponho que, antes de tudo, o alivie de ser você e coloque a “culpa” de você ser você no pai, na mãe, na escola, na vizinha, na sociedade, no consumo, na igreja, no patriarcalismo, no machismo, na cama de casal, no iPad, no diabo a quatro. Menos em você.
Temos aí uma prova de que grande parte das ciências humanas não reconhece o conceito de caráter.
Moral é exatamente você resistir a impulsos que outras pessoas, sem caráter, não resistem. Já leu Aristóteles? Kant?
A “culpa” do que hoje acontece em Londres não é do consumo. Homens sempre quebram coisas de vez em quando e querem coisas sem esforço. As causas podem variar. Hoje em dia, seguramente, uma delas é que muita gente está acostumada a um Estado de bem estar social que os trata como bebês.
A preguiça, sim, é um traço universal do ser humano.

ponde.folha@uol.com.br

Fully Awake

julho 14, 2011

How to Be Fully Awake Instead of Living on Autopilot

Bird Flying

Editor’s Note: This is a contribution by Loran Hills

“To be fully alive, fully human, and completely awake is to be continually thrown out of the nest.”  ~Pema Chodron

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A Ponte e a Dançarina

junho 24, 2011

DanteCultural_17_Espaco_Aberto

A passagem do tempo

junho 24, 2011

O tempo passa e ficamos com a sensação de que nunca o aproveitamos como deveríamos. Existe uma maneira de conciliar a vida com o tempo, que a consome?

por Eugenio Mussak

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Carta sobre a amante do marido

maio 26, 2011

Carta aberta de Danielle Mitterrand, sobre a amante do marido

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